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Caso Clínico Beatriz tinha 29 anos quando chegou ao consultório. Era uma pessoa muito espiritualizada, além de simpática, extrovertida e divertida. Reclamava de uma dor de estômago, muito severa, e de uma sensação de bolo na garganta, como se fosse uma pedra. Já havia passado por mais de sete especialistas gastros, tendo ido, inclusive, até São Paulo em busca da solução do seu sofrer e, o problema sempre retornava ao parar de tomar as medicações indicadas. Não podia ficar tomando remédio eternamente. Relatou que a dor apareceu, após ter terminado um relacionamento afetivo, por sentir-se rejeitada. Conheceu outra pessoa com quem não estava plenamente satisfeita, mas ficava com ela, mesmo assim, porque sexualmente o relacionamento era muito bom e, talvez, para não ficar sozinha. Para o seu corpo, porém, era difícil aceitar e digerir essa situação, o que provavelmente ele manifestava, por meio do desconforto gástrico, com a dor no estômago e o bolo na garganta, uma vez que ela não falava para o seu parceiro da sua insatisfação.

O intestino delgado é o nosso segundo cérebro, tendo, inclusive, o mesmo formato, só que de uma forma achatada. É onde se processa a digestão física, ajudando o estômago, a vesícula biliar e o duodeno, nessa função. Quando existem situações que não conseguimos aceitar ou digerir psiquicamente, vamos ter dificuldades em digeri-las, também, fisicamente. Como a víscera da digestão é o estômago, este será afetado de uma forma energética por aquela situação, produzindo sinais e sintomas. Da mesma forma, quando se tem dificuldade em aceitar ou engolir alguma coisa, se dará uma manifestação na garganta, devido por meio dela se fazer a comunicação mente/corpo. Ela se apresentará fechada, havendo uma dificuldade de engolir, com a sensação de um “bolo”, “pedra” ou qualquer outra manifestação, simbolizando um fechamento e dificultando a ligação harmoniosa entre o soma e o psico. Iniciei o tratamento de forma convencional, ou seja, com acupuntura, homeopatia, florais e psicoterapia. O emocional se alternava: ora surgia uma grande ansiedade, ora um grande medo. As manifestações físicas, do estômago e da garganta, também se alternavam: amenizavam por algum tempo, intercalando com a ansiedade e o medo, e, depois, reapareciam. Relatou que, quando criança, tinha pesadelos repetitivos onde se sentia sufocada. Passei, então, a trabalhar com o reiki para acessar seus registros akáshicos. Visualizei que, em alguma vida, Beatriz vivia na Turquia. Era uma linda menina, com feições muito finas, longos cabelos negros e pele amorenada queimada pelo sol. Pertencia a uma família de posses e bem conceituada no local em que vivia. A região era cercada por altos muros e seu povo era alegre e festeiro. Havia um mercado a céu aberto e Beatriz passeava por esse mercado, sempre feliz, risonha, com seu ar juvenil e cativante, acompanhada de uma criada. Aos 14 anos, era uma linda jovem, que despertava a cobiça, principalmente dos homens mais velhos. Usava lindas e coloridas roupas, como era o costume da época: uma blusa branca, tipo bustier, e uma saia comprida, composta de vários véus coloridos e esvoaçantes.

Um dia de sol, ao passar pelo mercado, como sempre fazia, Beatriz foi abordada por um homem grande, gordo, velho, mal cheiroso, que tentou agarrá-la. Ela se desvencilhou dele e sua criada a acudiu. O homem ficou com raiva e prometeu se vingar. A partir de então, todas às vezes que a via, o homem a observava atentamente, espreitando-a com constância, buscando uma oportunidade de encontrá-la sozinha, o que um dia aconteceu. Existiam várias tendas por onde Beatriz passava. Ao anoitecer de um dia, Beatriz passava e o homem, escondido, segurou-a pelo braço e, com a outra mão enfiou uma grande faca em seu estômago, levando-a até sua garganta.

Durante a aplicação do reiki e da visualização, Beatriz sentiu uma grande dor no estômago, que subiu até sua garganta, assim como sentiu também um gosto muito forte de sangue em sua boca. No final do procedimento, sentiu-se muito bem, com uma leveza que nunca tinha sentido antes.

A partir daquele dia, a morte traumática, que estava nas memórias, celular e espiritual, de Beatriz, foram liberadas. Sua alma não mais sentia aquela ameaça, que causava a manifestação da dor, da ansiedade e do medo, tão sofridos naquela vida. A dor, a ansiedade e o medo desapareceram, dando lugar a uma autoconfiança, a calma e a tranquilidade. Após essa experiência, teve força e coragem para terminar o relacionamento que não a deixava plenamente satisfeita. Passou a ter um sono tranquilo e reparador. As dores do estômago, o desconforto com a sensação de “bolo ou pedra” na garganta, assim como o sentir-se sufocada desapareceram. Beatriz se libertou do trauma vivenciado em algum lugar no passado, que trouxe dores e temores para esta vida. Tornou-se mais plena e confiante, segura de si, para continuar a jornada de sua alma nesse novo caminhar.

Estou convencido de que vivemos novamente e que os vivos emergem dos que morreram e que as almas dos que morreram estão vivas. Sócrates, 469-399 a.C.

Por: Aridinéa Vacchiano – Psicóloga, especialista em Medicina Chinesa – Mestre de Reiki.
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