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No início do século passado, a histeria era a doença predominante. Já no final daquele século e início deste é a depressão, que deve perdurar, até quando, não sabemos.

A tecnologia oferecida, objetivando facilitar a vida do ser humano torna-o cada vez mais isolado de si mesmo. A globalização, apesar de ser coletiva, isola cada vez mais o indivíduo do grupo. A realidade virtual faz hoje um rompimento com a realidade real. O ser humano é um ser grupal que necessita de estabelecer contatos (COM-TATO) sociais para sentir-se aceito, igual, amado, trocar, aprender. Quando isso não acontece, a angústia, a dor, os conflitos gerados pela falta de afeto, emergem em forma de doença.

No isolamento, individualismo, competição desenfreada, pressões da vida moderna, os conflitos são destacados, transformando-se em uma força desintegradora, que se inicia com a insatisfação, que gera irritabilidade, raiva (passiva/agressiva), culpa, desesperança, passando para ansiedade, produzindo fobia, angústia, tristeza, melancolia, apatia, levando a depressão. Atuando como um mecanismo de defesa, tentando libertar-se daquela dor.

A palavra DEPRESSÃO tem como etimologia DEPREMERE, DE (para baixo) e PREMERE (pressionar). Significa que o sujeito está quanto ao seu estado de ânimo – pressionado para baixo – o paciente reclama de um “desaparecimento de si, de esvaziamento, desvitalização dos sentidos, da linguagem, desejos, sonhos, autoestima…” Esse estado de ânimo mostra que vários fatores: psíquicos, orgânicos e sociais foram desencadeados. Sua intensidade e durabilidade irão determinar a gravidade da depressão que pode ser leve, moderada ou severa, dependendo de como seja o rompimento do indivíduo com sua realidade interna e externa..

Na depressão leve, o indivíduo ainda consegue trabalhar e orientar-se, mesmo com um comprometimento psíquico e social. Na depressão moderada, existe mais dificuldade em suportar a pressão, comprometendo o rendimento da produção e a clareza da percepção. O indivíduo se sente confuso, indeciso, mal humorado, triste, calado, com instabilidade emocional, falta de atenção, de concentração. Na depressão grave, há o rompimento com tudo e com todos, buscando um isolamento total, podendo chegar até a morte. O indivíduo se sente letárgico, não responsivo, desorientado, melancólico, pensamento regressivo, ilusões, às vezes amnésia. O indivíduo deprimido fica mais suscetível às enfermidades, já que seu estado de ânimo deficitário diminui também sua imunidade. As alterações químicas no cérebro são notadas, pois os principais neurotransmissores como a serotonina, noradrenalina e dopamina, que influenciam as emoções e o humor, trarão desequilíbrios psíquicos.

Os sinais e sintomas que caracterizam a depressão permanecem na maior parte do dia e por mais de duas semanas. Existe também a depressão sazonal, que se manifesta sempre em alguma época do ano. Estes sinais e sintomas alertam que algo não vai bem, existindo a necessidade de se buscar um reequilíbrio. Eles podem ser psíquicos, orgânicos e sociais.

PSÍQUICO = baixa autoestima, irritabilidade, tristeza, desesperança, choro contínuo e/ ou constante, negativismo, desânimo, falta de concentração, falta de interesse, ideação suicida, sentimento de culpa, sentimento de impotência, insegurança, inércia.

ORGÂNICO = insônia/hipersonia, alteração do apetite, falta de energia, fadiga, diminuição do desejo sexual, lentidão/agitação, perda/ganho de peso.

SOCIAL = baixa ou perda de produtividade, desinteresse por lazer ou recreatividade, afastamento social.

OUTROS FATORES = instabilidade de humor, substâncias químicas, doenças como hiper ou hipotiroidismo, fibromialgia, tuberculose, diabetes, mal de Parkinson, Alzheimer, câncer, AIDS, artrite reumatóide, lúpus.

A depressão pode ser desencadeada por conflitos motivados por fatores circunstanciais como perdas (social, material, afetiva, financeira), desemprego, aposentadoria, conflitos familiares, estresse, mudanças, infecção bacteriana ou virótica. A intensidade dos conflitos internos pode determinar o momento da manifestação da depressão, fazendo com que uma situação, da mais banal, possa desencadear a enfermidade. Existe uma resistência psíquica e orgânica no indivíduo, que ajuda a suportar as situações difíceis. Quando os fatores se intensificam não é possível resistir as pressões internas, instalando-se assim a doença.

Por: Aridinéa Vacchiano – Psicóloga, especialista em Medicina Chinesa – Mestre de Reiki.
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